sábado, 24 de setembro de 2011

"2º CD ABRA OS OLHOS"


O 2º Cd ABRA OS OLHOS, traz uma conotação social muito atual.
Nesse trabalho, os arranjos do maestro VIDAL FRANÇA aparecem em 3 musicas, compostas para o primeiro cd CANTO DO MEU CANTO, com participação de Mazé Pinheiro e do cantor e compositor Zé de Riba.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CD O BRASIL EM VERSOS CANTADOS




CD O BRASIL EM VERSOS CANTADOS - LANÇADO EM 2008 Esta capa foi alterada para inclusão da musica GUERREIRO DO SERTÃO de Joilson Cariri e Nato.

CD RETRATANDO LANÇADO EM 2003




http://www.cantoresecompositores.com/carlossilvacantador.htm

Musicas do cd RETRATANDO, lançado pela JBS

"UM COLO LEITOSO"



Musa do meu pensar.
È dela que no silencio de todos, na solidão me busco e me acho.
Tento descrevê-la, no mais real sentimento habitado no meu eu, mas a expressão do meu âmago, só eu mesmo compreendo e difícil torna-se revê-la em palavras.
Deixem, porém, que "Egoisticamente" eu mergulhe no seu negror, e ás vezes tenha como recompensa, o fecho de luz prateada da sua "vigilante" lua.
És tu, oh fada dos escreventes a companheira inseparável da pena deslizante dos poetas.
Por ti, somos bebidos em gotas calmas de dosagens incontroláveis de inspiração.
Sem desmerecer o bronzear do astro rei no dia seguinte, e sem ocultar irradiante beleza do teu majestoso clarear, peço-lhe desculpas, pois é na calmaria da noite, que beijo com meus simples versos, o colo leitoso da noite que abraça a mente e aguça os neurônios para uma nova escrita do pensante poeta.

"NORDESTIFICAÇÃO"

NORDESTIFICAÇÃO

Vociferei minha descontentação, feito esturro de onça parida no seio da mata, quando se vê ameaçada pelo aventureiro atirador.
Cuspi brasa, feito o papoco do papo amarelo do Capitão Virgulino quando se via encurralado pelos macacos de botas da volante perseguidora.
Mas ele, sempre com habilidade e um sorriso, reunia a cabroeira pra um xaxado improvisado, no oco de algum lugar nordestino, comemorando as baixas e encomendação pro inferno das almas que lhe perseguiam.
Mais calmo “tentando dissipar da mente esses pensamentos”, amparei-me na prece de voz suave do capuchinho Frei Damião, que abençoava até, os desabençoados Como forma de perdão.
Ouvi o canto de Marines e suas vestes de jagunçante cangaceira animando sua gente. Coisas lá do meu torrão.
Uma trêmula voz soprava aos meus ouvidos me dizendo em lamento:
Setembro passou, Outubro e Novembro, Já tamo em Dezembro meu Deus que á de nois.
Ali se ouvia o sertânico da palavra de um pouco letrado desprovido de canudagem escolar, chamado Patativa do Assaré.
Para completar a sonoridade da cantiga, os versos eram emanados por uma concertina de 120 baixos (botão preto bem juntinho, como nego impariado) debulhada pelos ágeis dedos do Homem cara de lua, filho de Dona Santana e do consertador de sanfonas o velho Januário.
Aquele Homem de voz estridente, primo do vaqueiro Raimundo Jacó, melodiava e harmonizava um hino de um povo “que segundo Euclides da Cunha” É antes de tudo um forte.
Estas palavras servem para o Beato Antônio Conselheiro, pro fugitivo da seca em 11 dias de pau de arara que desembarcava no Brás, bairro tido como acolhedor dos “chegantes”.
Tais palavras servem também para as ramificações que se esparramaram por toda megalópole cuja essência, alimenta a nordestinidade eterna para a cultura de um país.
Agora, refletindo na calmaria dessa minha “viagem poética”, ouço o som de uma gaita resfolegando o meu conforto imaginário em viver dizendo para mim e para todos, Como um bom caminhador que sou: MINHA VIDA É ANDAR POR ESTE PAÍS. Agradecendo a um povo que me inspira, me fortalece me apruma e tanto me orgulha.
Obrigado aos meus pais, pela Nordestificação que até hoje pulsa no peito deste menino e agora crescido Homem. Obrigado a cada irmão que devido ao Êxodo, nem se quer os conheço de fato, mas sei que cada um, é meu irmão de terra, lida e sina buscante por uma vida melhor.
As palavras, que “fogem” do contexto lógico da gramática é o que eu chamo de MISTURAGEM no traçado das Filologias por um simples saudosista e trovador Brasileiro que através deste texto, honra a sua genealogia nordestina.

"AJUNTAMENTO DE POETAS"

MANOEL, DEU A MAIOR BANDEIRA, QUANDO DISSE QUE FERNANDO NÃO ERA UMA BÔA PESSOA.
MAS (EÇA) DE QUEIRÓZ AFIRMAR QUE O CABELO DE ALVARES ESTAVA MAL PENTEADO, NÃO AGRADOU A NINGUEM.
CECILIA, VÊ A COR ALI NA JANELA E SONHA COM OS BEIJOS DE TANTOS MEIRELES, E CONSTROI MAIS UM POEMA EM MEIO A TANTOS CANTEIROS.
LUIZ, VAZ E DIZ A CAMÕES, QUE A LUZ IA DAS 05 AS 18:30.
MARIO, QUINTA NA FEIRA DECLAMAVA POESIAS LAMENTANDO:
HÁ DIAS,GOMES NÃO PASSA POR AQUI.
JORGE, SENTINDO-SE TÃO AMADO OUVIA O MATUTO DECLAMAR AO LADO DE QUINCAS EM BERROS D'AGUAS: O MAXADO DE COMPADRE ASSIS QUE PENA, CORTA MAIS NÃO FICOU CEGO DE VÊZ.

Carlos Silva – é cantor, compositor e escritor de livretos de cordeis

Já desnudei os meus versos
Fiz cantigas em canções
Gritei alto pelo mundo
Vivi tantas emoções
Fiz pedidos e promessas
Escutei tantas conversas
Debruçado em ilusões


Amores eu tive tantos
Curtindo outras paixões
Para tentar me achar
Mudei minhas direções
A quem pude ajudei
De bocas que eu beijei
Nem guardo recordações

Amigos que me esqueceram
Expondo suas visões
Pensamentos diferentes
Em outras ocasiões
Tanta lembrança vivida
Fizeram da minha lida
Sorrisos e frustrações

Mas os momentos sagrados
Faço destes meus bordões
Pois em rodas de poesias
Eu tive satisfações
Cada irmão era um poeta
Buscando a rima mais certa
Mostrando novas paixões

Já ouvi o palpitar
Com todas as vibrações
Das lindas cordas sonoras
Tocadas nos corações
Quem da minha vida fez parte
Compreendendo a arte
De tantas transformações


Os fulgores desta vida
Cidades em ebulições
Passeios paisagens tantas
Sagas de tantos vilões
Cecilia Drumond Coralina
O verso que contamina
Nos ensaios de Camões