terça-feira, 25 de outubro de 2011

Itaporá ou Apomira













Itaporá ou Apomira tem historia
No passado teve lá rivalidade
Aporá sei que é nossa cidade
Itamira tem também a sua gloria
O que importa é o acervo e a memoria
Rebuscada para melhor pesquisar
E como tese, nós devemosestudar
O que vale é mostrar nossa cultura
Dedicando nossa paz rica e pura
Se unidos só teremos á ganhar

Aporá antes de ser desmembrado
Pertencia a Inhambupe isso é fato
A pesquisa nos fornece o relato
Remetendo do presente ao passado
Dia 05 de Agosto emancipado
Juntamente com a data de São Roque
O zabumba inicia e dá o toque
Tá aberta a nossa grande festança
Junta moço vem também muita criança
Alegria pura sem entrar em choque

Antes de Aporá virar cidade
Foi controlada por administradores
Nessa época não tinha vereadores
Escolhiam os Homens com honestidade
E pra isso tinham a capacidade
Tomaz Mendes, João Teobaldo Vasconcelos
O primeiro e o ultimo em tempos belos
Cá tiveram importância de verdade
Procuravam então a modernidade
Para o povo de labores tão singelos

No inicio do século XVIII
Foi em 10 de novembro com certeza
A história revela com clareza
E eu sigo narrando bem afoito
Que no ano então de 38
Veja bem que o passado me inspira
Cá surgia a vila de Itamira
Dr.Landulfo era o Governador
Da Bahia a capital é Salvador
Eis aqui a pesquisa como gira

O Dr. Manoel José da França
De Inhambupe ele era o prefeito
Sancionou a lei e surtiu efeito
O povo agora carregava a esperança
O carinho, respeito e confiança
Itamira começou desenvolver
A passos lentos já se via o seu crescer
Francelino José de Souza o Coronel
Foi de grande importância o seu papel
Onde o povo jamais vai esquecer

Quem me dera poder citar em versos
Descrever um cantinho da nossa historia
Professora Valquíria tem memória
Mostrando-nos outra luz num universo
Eu aqui num traçado submerso
Relatando nas fontes de acolá
Vou tangendo a poesia para cá
Relembrando tempos idos dos tropeiros
Por aqui foram estes pioneiros
Que cruzavam nas terras do Aporá

Vamos agora navegar noutro estudo
E falar dos prefeitos do lugar
Já começo então a relatar
Vou fazendo do verso o meu escudo
Sou poeta e não posso ficar mudo
Pois eu sigo a minha trajetória
Informando através da nossa historia
Que é bela e até desconhecida
Mas quem mata a cultura nesta vida
Com certeza já destrói toda memória

José Mendonça dos Santos o primeiro
Prefeito que nossa cidade conheceu
José Dantas de Oliveira o sucedeu
Tudo isso é relato verdadeiro
Teodoro José dos Santos o terceiro
Godofredo Mendes de Souza em seguida
Já trazia mais progresso em sua lida
E José de Souza Freire o Zé viola
Ensinou mesmo tendo pouca escola
Que governar com amor melhora á vida

José Correia de Souza também veio
Aporá e Itamira governar
Muito pouco tempo para comandar
Eu relato de uma fonte que leio
José Barros Evangelista pelo meio
Era o sétimo então que assumiria
Agenor Mendes de Oliveira já viria
Como oitavo eleito pelo povo
Em seguida Zezito ganha de novo
Traz a todos confiança e alegria

Lauro Ferreira de Sales, o ferreiro
De Zezito recebeu o seu apoio
E o povo nos comícios em comboio
Gritava o nome de Lalu novo guerreiro
Eu queria que Dalva viesse primeiro
Mas o Barros com sua inteligência
Tinha este uma grande sapiência
E de certo sabia o que fazer
Mas depois uma derrota veio ter
E Agenor venceu usando experiência

José Barros vence a próxima eleição
2004 foi a ultima disputada
Ali então sua luta praticada
Encerrava seu caminho e direção
Pois perdeu sem entender á razão
Ivonei Raimundo dos Santos foi eleito
Por duas vezes ele é então prefeito
O vaqueirinho cai no gosto popular
Passa o povo então a consagrar
E ele segue governando do seu jeito

Até aqui 13 administrações
Não entrei noutros detalhes não senhor
Para ser um bom administrador
È o povo quem lhe dar as opções
Os acertos ou erros das eleições
Não me cabe por aqui eu relatar
Quando o povo passa se manifestar
A mudança com certeza acontece
Cada um tem o líder que merece
As vezes acham o que vale é o votar

Quantos Zés tivemos na prefeitura?
José Mendonça dos Santos abriu caminho
José Dantas de Oliveira o segundinho
Theodoro José dos Santos outra figura
E José de Souza Freire de Alma pura
Vem José Correia de Souza em revista
Em seguida José Barros Evangelista
Nosso Ultimo José Revolução
Governou com carinho e emoção
Qual será o outro José pra esta lista?

Quem será nosso próximo prefeito
Na disputa quem será que vai vencer
Pra fazer o município crescer
Comporá nossa historia com respeito
Que nos seja bom, honesto e direito
E que ame nosso povo e nosso chão
Seja ele um brilhante cidadão
Visando sempre o futuro e progresso
Rebuscando encontrar todo sucesso
Traga Itamira e Aporá no coração



Homenagem aos Josés que ajudaram construir a nossa historia politica:
José Mendonça dos Santos 7 de Abril de 1959 a 06 de Abril de 1963
José Dantas de Oliveira De 1963 a 1967
Theodoro José dos Santos 1967 a 1971 (?)
José de Souza Freire De 1973 á 1976
José Correia de Souza 1976 1977
José Barros Evangelista De: 1977 a 1982 e 1988 a 1992 e 2000 a 2004




HINO DA CIDADE DE APORÁ
Autora: (Selma Oliveira de Mendonça)


Minha cidade com um canto vibro agora
Por todos os seus filhos o céu por ti namoro
Quero crescer zelar teu nome sempre
Engrandecer, viver um novo sol [bis]

Quero te tanto confesso nesta hora
Que Deus muito proteja e conduza a tua história
Gritar com fibra, Aporá querido
És minha preferida cidade do amor [bis]

A tua gente teus campos e lagoas,
O Deus onipotente do alto abençoa
Nossas famílias, jovens e crianças
Com fé e esperança, no milênio que surgiu [bis].

Ainda não vi, Aporá fazer uma homenagem a criadora do hino municipal, afinal o que mais enriquece a cultura do nosso povo, é a gratidão daqueles que vivenciam com amor o sentimento ao seu solo pátrio.
"Senhores do poder" acordem e valorizem o talento desta mulher que com amor, doa o seu talento para Aporá.


Amigos estudantes e mestres da nossa região, valorizem nossa cultura regional rebuscando a historia da nossa cidade. O futuro agradece.


“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”
Paulo Freire.

APLB- NÚCLEO APORÁ

Literatura de Cordel

Núcleo De Aporá















A escola eu sei, é a base.
De toda preparação
O futuro se faz agora
Com luta e determinação
Não se constrói uma vida
Desprezando a educação

Os mestres e a comunidade
Juntos seguem lutando
Nos lares o aprendizado
Aos poucos fortificando
E a escola contribui
E cidadão vai formando

No amparo ao professor
Para compor este fato
Não poderia faltar
A participação nesse ato
Pra fortalecer a Luta
Surge Aplb Sindicato

Em 2003 o inicio
Uma nova intenção
De fundar um sindicato
Que desse toda atenção
Aos nossos profissionais
No campo da educação

Mas somente em 2005
Nova atenção se deu
E com mais seriedade
Foi então que aconteceu
Uma comissão formada
A ideia fortaleceu

Os professores cursistas
Ligados á pedagogia
Abraçaram essa causa
Que nos trouxe alegria
A APLB Sindicato
Em Aporá acontecia



Dia 18 de maio
É uma data importante
Primeira reunião
Para seguir adiante
Hoje o nosso sindicato
Segue forte e atuante

Composição por consenso
Da primeira coordenação
Posse no dia 03 de junho
De 2006 então
Até aqui não existia
Por enquanto a eleição

Mas para que acontecesse
Desta luta a formação
Era, porém, necessária.
A nossa composição
O ponta pé inicial
Do sindicato em questão

Marcelo coordenador
O Vice era Andrezão
Clodoaldo o secretário
Eis aqui a formação
Aldair o tesoureiro
Formava a composição

Rosedalva pra Secretária
Sindical foi escolhida
Para compor a suplência
E seguir tocando a lida
Jessina e Antonival
Eis a equipe escolhida

Agora enfim já se via
Uma equipe bem formada
Para seguir adiante
Na árdua luta travada
Pra defender a categoria
Que se via desamparada




Houve uma recomposição
Pois o então coordenador
Afastara-se da causa
E a luta do professor
Viajando á São Paulo
E foi isso sim senhor

O professor André assume
Após uma reunião
Seu nome pra coordenador
Fora votado então
Para preencher a vaga
Numa nova composição

2007 era o ano
Que isso tudo acontecia
E a luta sindical
Em sua lida seguia
Mas logo em 2008
Novamente mudaria

06 de Junho é formada
A nova coordenação
Era um ano político
Do sindicato se afasta então
Candidatando-se a vereador
O coordenador, Andrezão.

Nova mudança foi feita
Antonival passa a ser
O novo coordenador
Assim tinha que acontecer
Pra deixar tudo certinho
Como exige o proceder

Em 18 de fevereiro
2009 era o ano
Antonival renuncia
Não estava em seu plano
Seguir adiante, pois ele.
Não quis cometer engano




O Professor Aldair assume
O cargo de coordenador
Assim fora homologado
Dedicando-se ao labor
Ajudando nas conquistas
No anseio do trabalhador

22 de junho de 2009
Agora sim em eleição
Veja como aqui ficou
A nova coordenação
Deste núcleo sindical
Eis a atual formação:

Aldair, Jobson e Thomaz.
Coordenador, vice e secretário.
Clodoaldo o tesoureiro
Administra o numerário
E assim segue o sindicato
Traçando seu itinerário

Pra secretário sindical
Eduardo é quem assume
Andrezão e Antonival
Á suplência se resume
Esta é a coordenação
Acesa em forte lume

Por três anos nós teremos
Essa é a coordenação
Até que logo aconteça
Uma próxima eleição
Por enquanto o sindicato
Terá esta formação

Como era então a classe
Antes de tudo acontecer?
Desvalorização profissional
Baixos salários, a saber,
Sem data base meu amigo
Certa para receber




Não tinha a quem recorrer
Não havia mobilização
Professores estavam órfãos
Penava a educação
Ocorrendo em muitas vezes
Total desmotivação

Não havia de verdade
Séria fiscalização
Era na base do “cabresto”
Ou da tal submissão
Na troca de interesses
Como é comum na nação

Nem se quer se respeitava
Carga horaria em seus critérios
Isso sim enfraquecia
A classe dos magistérios
Sem ter a quem recorrer
As soluções eram mistérios

Os gestores escolares
Não tinham qualificação
Era cabide de emprego
As custa da eleição
Era promessa de trabalho
Por voto de obrigação

Nos profissionais da área
Não se via união
Cada um tinha seu modo
De “Fazer educação”
E assim nosso município
Caia no precipício
Por falta de uma gestão

Vamos ver o que mudou?
Façamos esse relato
Muita coisa melhorou
Com a luta do sindicato
Os professores apoiaram
E se entenderam de fato



Chega a quase trezentos
O numero de associados
A Aplb já conta
Com todos estes filiados
E aos poucos vão aparecendo
Os frutos e bons resultados

A união dos profissionais
No campo da educação
O Núcleo sindical defende
Com toda determinação
Salários dignos da classe
E sua valorização

Fiscalização financeira
Resolução de problema
Credibilidade geral
Motivação, e qualquer tema.
Respeito frente aos gestores
A luta é o nosso lema

Gestores de acordo com a lei
Com suas qualificações
Competência analisada
Pro desempenho das funções
Convênios elaborados
Conquistas sem ilusões

Analise as conquistas
Alcançadas nos labores
Aqui expomos com clareza
Para todos os senhores
A nossa forma de luta
Ao lado dos professores

A primeira mobilização
Em âmbito municipal
Foi em 15 de Setembro
Em 2011 afinal
Os professores lutando
Em busca do seu ideal




Atraso no pagamento
A classe desrespeitada
Como se os trabalhadores
Não servissem para nada
E então fomos pras ruas
E a união foi mostrada

Como sempre acontece
Alguns não compareceram
Para juntar-se ao movimento
Acho que não entenderam
E pra fortalecer a luta
Alguns não compareceram

Os motivos eles sabem
Quem não luta já é vencido
Então venham pra somar
Mas não fique escondido
Pois lutamos por você
Nobre professor querido

A Aplb sindicato
Agradece a compreensão
A cada dia fortalecemos
Nossa grande união
Unir pra não separar
Esta é a nossa missão

A APLB Sindicato
Sua historia é conhecida
Em nosso grande Estado
Tem conquista adquirida
É com luta que vencemos
As batalhas nesta vida

Longe da politicagem
O compromisso é a educação
E o amparo ao professor
Na sua reinvindicação
É um parceiro que enriquece
O Estado e a nação




A luta é sempre constante
Por isso devemos lutar
Lugar de guerreiro é na lida
Buscando vitória alcançar


Caros amigos da Aplb
Agradecido vou estar
Recebi este convite
Logo me pus aceitar
Os valores do sindicato
Só em versos vou falar

Somos todos lutadores
Isso já nos faz viver
Luta sonho e liberdade
Valorizo de verdade
A vontade de vencer.



Carlos Silva - poeta e cantador – um paulistano criado entre as cidades de Nova Soure e Itamira município de Aporá-Bahia.
www.bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantador
http://cantosemcordeis.blogspot.com

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS:
carlossilvampb@yahoo.com.br
barrajado@yahoo.com.br

domingo, 23 de outubro de 2011

“Pedaços de vida, cacos de saudades”.



















• Estradas sem rumo,
Seguindo sem prumo na ânsia tão viva buscando vencer
• Caatinga, cerrado,
Sertão nevoado, no sonho da lida esperando chover
• Assim é a vida
Do bravo guerreiro seguindo na lida no alvorecer
• Castiga no peito
As dores sentidas estradas sofridas de um sonho: Viver
• Tangendo a vida
Em bravos labores, lembrar desamores pra quem longe partiu
• Levou a distancia
Deixou a saudade e a tristeza invade na dor que eclodiu.
• Arrastam os sonhos
Em grotas de choros, pois faltam decoros no seu expressar,
• Rasgou-se a ferida,
Na triste partida o preço da vida, nem vale o pesar

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"E SE EU NÃO DISSER?"










No Brasil meu camarada
Lá se vem outra eleição
Um punhado de promessa
Mas não vemos solução
Eu calado me pergunto
Que será desta nação?

O mundo está virado
O dinheiro predomina
Tudo ao seu bel prazer
Quando rola a propina
O poder sobe á cabeça
E a muitos contamina

Os tratados que são tantos
Já não trata de ninguem
O que vale é a cobiça
A ganancia sempre vem
Trazendo inpunidade
Massacrando a humanidade
Do jeito que lhes convem

Mas amigos uma coisa
Tenho eu cá com certeza
Deus irá cobrar de todos
Que acham que é esperteza
Financiar a guerra imunda
Provocar fome profunda
Retirando pão da mesa

Do pobre no mundo inteiro
Que sonha com liberdade
Mas liberto sem comer
Creio não seja a vontade
Desse povo que é sofrido
Destratado e oprimido
Por falta de imandade

Dinheiro não se mastiga
Não mata fome de ninguém
Nunca vi alguem comendo
Uma notinha de cem
Quando acabar o dinheiro
Por este mundo inteiro
Sei que esse castigo vem

Deus é moeda de troca
Jesus, ninguem acredita
O que vale á a grana
O ambicioso grita
E acaba tendo o castigo
Da sua vida maldita

Pois o dinheiro só compra
O que o tempo corroi
E a mente do ganancioso
Pouco a pouco se destroi
Quando ele cai na cama
Ou se joga la na lama
sente as dores que lhe doi

Dinheiro eu nunca tive
Não sei o valor que tem
Mas sendo eu ser humano
Me corromperei também
A podre humanidade
morre na ânsia da vontade
È isso que lhe convém

Ninguém está livre disso
Pois os prazeres atraem
Grana,furtuna "AMIGOS"
Na rede da miséria caem
È um ciclo vicioso
Altamente perigoso
Quem entram neles não saem

Se dinheiro fosse vida
Deus mandaria plantar
Para colher as moedas
Pra gente se alimentar
O mestre nos deu o trabalho
O Satanaz no " atrapalho!"
Ensinou vender e comprar

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"MESTRES DA LITERATURA"





Gregório de Matos Guerra * 1633 + 1695

Salvador lhe abençoou
No colégio Jesuítas
Ali ele estudou
E com dedicação total
Em Coimbra “Portugal”
Foi então que se formou

Recebeu ele o apelido
De “Boca do Inferno” então
Devido a obra satírica
Em Portugal, ficou não
Foi degredado pra Angola
Arrumou sua sacola
Foi em busca de outro chão

Retornou para o Brasil
Por sinal muito doente
Quem sabe queria achar
Aconchego com sua gente
Na Bahia não pode entrar
Nem poema apresentar
Que tristeza pro vivente

Foi assim então que ele
Outro Estado escolheu
Procurou boa acolhida
Pra mostrar o verso seu
Assim revelam os fatos
Então Gregório de Matos
Em Recife faleceu.

Tomás Antônio Gonzaga *1744 + 1810
Nasceu em Porto (Portugal)
Filho de pai brasileiro
Ele era genial
Na composição, na lira
Pois o poeta se inspira
No seu viver maioral

Antônio Gonçalves Dias
Nasceu em Caxias, Maranhão
Era filho de português
Um comerciante então.
Cursou direito em Portugal
Foi professor e por sinal
Era grande na criação

Cassimiro José
Marques de Abreu * 1839 + 1860
Em Barra de São João
Foi lá que ele nasceu
Aqui no Rio de Janeiro
Esse moço brasileiro
Pouco tempo então viveu

O amor, á mulher
Pátria, família, lar
Eram temas preferidos
Do poeta se expressar
E mostrar o sentimento
Vivendo cada momento
Mas sem poder aproveitar

Aos vinte e um anos de idade
Ele então se despediu
As “Primaveras” com ele
De certo também partiu
Na mesma Barra de São João
Cassimiro de Abreu então
Fechou os olhos, subiu

Manoel Antônio
Álvares de Azevedo *1831 + 1852
Nasceu o moço em São Paulo
Também daqui foi tão cedo
Com vinte e um de idade
Foi pouca a mocidade
Acabou logo o enredo.

Luís Nicolau Fagundes 1841 + 1875
Varela o nome completo
Nasceu em Rio Claro (no Rio)
Cursou direito, incompleto
Gostava da boêmia
Mas o que ele escrevia
Era forte e direto

Um fato que lhe marcou
A trajetória do caminho
Foi a morte do seu filho
Um inocente bebezinho
Com meses de idade
Pois abalou de verdade
E o poeta chorou sozinho

Antônio Frederico de Castro Alves * 1847 + 1871
Nascido também na Bahia
Na cidade de Curralinho
Mudou de nome a cidadezinha
Castro Alves afinal
Homenagem ao genial
Pela inteligência que tinha

Estudou direito em Recife
Depois veio prá capital
Bandeirante e aqui
Com seu cunho social
A favor dos oprimidos
Dos menos favorecidos
Vivenciou fato real

O poeta dos escravos
Foi morar em Salvador
Vinte e quatro anos porém
O mestre e declamador
Também pela boêmia
Esse herói da poesia
Se foi tão cedo senhor

Joaquim Manoel de Macedo * 1820 + 1882
Nasceu em Itaboraí, no Rio
Formou-se em medicina
Pra exercer, desistiu.
Fundou a revista Guanabara
Uma atitude tão rara
Nova vocação surgiu

José Martiniano de Alencar * 1829 + 1877
De “Mecejena” no Ceará
Cursou direito em São Paulo
E em jornal foi trabalhar
Redator chefe porém
Mudou o rumo também
E na política foi entrar

Foi Ministro da Justiça
Mas ficou desapontado
Queria ser Senador
Mas ele foi descartado
O Imperador rejeitou
Então ele se afastou
Deixou política de lado

A tuberculose veio
Tão cedo lhe procurar
Era “comum” tal doença
Pois vinha sem avisar
Faleceu no Rio de Janeiro
O escritor brasileiro
Nobre José de Alencar

Alfredo d’Escragnolle Taunay * 1843 + 1899
Nasceu e morreu no Rio
Participou da guerra do Paraguai
Um militar deste Brasil
Foi Deputado e Senador
Eu afirmo pro senhor
Que da política desistiu

Bernardo Joaquim da Silva, * 1825 + 1884
Guimarães era mineiro
Ele nasceu em Ouro preto
Solo pátrio verdadeiro
Também estudou direito
Foi boêmio e com jeito
Um romancista faceiro.

Bernardo Guimarães,
Assim ele assinava
No romance regional
Ele então se destacava
Paisagens do seu país
Fazia ele tão feliz
Que com amor relatava

Manoel Antônio de Almeida * 1831 + 1861
Nasceu no Rio de Janeiro
De origem pobre, estudou belas artes
Medicina e redator de um jornal Brasileiro
“Memórias de um Sargento de Milícias”
Foram palavras primícias
Do seu titulo primeiro

Aloísio Tancredo
Gonçalves Azevedo * 1857 + 1913
Nasceu lá em São Luiz
Terra de amor e segredo
Aos vinte e quatro anos de vida
Já iniciava na lida
De escritor sem ter medo

Raul D’avila Pompéia * 1863 + 1895
Nascido em Angra dos Reis
Estudou em colégio interno
E teve a inspiração talvez
De ter escrito “O ATENEU”
Esse foi o trabalho seu
Que mais importante se fez

Suicidou-se no Rio de Janeiro
Numa noite de natal
Talvez de tédio, tristeza
Desamor e coisa e tal
Morria breve o escritor
Será que foi por amor?
Não pesquisei afinal

Joaquim Maria
Machado de Assis * 1839 + 1908
Nasceu e morreu no Rio
Frequentou a escola, foi feliz
Apenas a fase primária
Não é rima imaginária
È o que a história diz.

Foi tipógrafo e revisor
Colaborador de jornais
Casou-se com Coralina
Xavier de Novais
Influenciando sua vida
Na escrita e na lida
Nos contos intelectuais.

Machado de Assis, sem duvida
É para o mundo com certeza
Um dos maiores escritores
Da nossa língua portuguesa
Conto, prosa, romance, poesia
Era o que sobre mais escrevia
Com sabedoria tão acesa.

Olavo Brás Martins dos Guimarães * 1865 + 1918
Bilac, um nome comprido
Fez medicina e direito
Nenhum, porém concluído
Dedicou-se ao jornalismo
Poeta do Parnasianismo
Sujeito muito sabido

É de sua autoria
A letra do hino da bandeira
Príncipe dos poetas brasileiros
Com honraria certeira
Pela revista fonfon
Foi eleito, pois seu dom
Será lembrado à vida inteira.

Era do Rio de Janeiro
Onde nasceu e morreu
Da Academia Brasileira de Letras
Ali também tem o dedo seu
Pois foi membro fundador
Com outros de igual valor
Grande marco então se deu

Raimundo da Mota * 1859 + 1911
Azevedo Correia
Nasce também no Maranhão
Assim a história me clareia
Suas obras em poesias
Uma delas “Sinfonias”
Queira pesquisar e leia

Antônio Mariano * 1857 + 1937
Alberto de Oliveira
Em Palmital de Saquarema
Rio de Janeiro festeira
Ali nasceu esse poeta
Com sonetos em rima certa
Também ocupou uma cadeira

Herdou de Olavo Bilac
Por seus versos tão certeiros
Também o titulo de príncipe
Dos poetas Brasileiros
Tendo estudado medicina
A história assim me ensina
Narrar fatos verdadeiros

O João da Cruz e Souza * 1861 + 1898
Em Nossa Senhora do Desterro
Atual Florianópolis
Lá nasceu, digo sem erro
Era filho de escravos
Alforriados e bravos
E em Sitio foi seu enterro (MG)

Foi professor e jornalista
Também sofreu preconceito
Mas venceu essas barreiras
Com educação e jeito
Mostrou que tinha valor
E não seria pela cor
Que lhe negariam respeito

Afonso Henriques da Costa Guimarães * 1870 + 1921
Nasceu, portanto em Ouro Preto
Em São Paulo estudou
Fez faculdade de direito
Dedicou-se ao jornalismo
Tinha nos versos um misticismo
Sabia fazer bem feito

Poema de Alphonsus de Guimaraens
Por sinal mais conhecido
Sem duvida é “ISMALIA”
Vi um tom entristecido
Como se um grande amor
Após causar-lhe forte dor
Pro céu teria partido.

Afonso Henriques Lima Barreto * 1881 + 1922
Nasceu e morreu no Rio de Janeiro
Frequentou a escola politécnica
E não concluiu por inteiro
Pois seu pai passava mal
Por uma doença mental
Pensou na família primeiro

Ele então foi trabalhar
Para ganhar o sustento
Exercendo jornalismo
De onde ganhava o provento
Varias vezes internado
E num hospício cuidado
Do alcoolismo nojento

Euclides Rodrigues Pimenta * 1866 + 1909
Da Cunha, grande escritor
Nasceu em Canta Galo (RJ)
Também no Rio se formou
Foi militar, engenheiro
Um jornalista Brasileiro
Homem de muito valor

Os sertões é sua obra
Por todos bem conhecida
Narra a guerra de Canudos
Marcou também sua vida
Pois acompanhou de perto
E relatou muito certo
História de gente sofrida.

Sofrida pela covardia
De centenas contra poucos
Que deixaram na caatinga
Os perseguidores Loucos
Mas os canhões dizimaram
Em pouco tempo arrasaram
Em meio aos gritos roucos

É de mil novecentos e dois
O Grande livro “OS SERTÕES”
Outros livros então vieram
Que agradaram corações
Euclides foi assassinado
No Rio de Janeiro Sepultado
Com grandes lamentações

José Bento Monteiro Lobato * 1882 + 1948
Paulista do Interior
Na cidade de Taubaté
Nasceu o grande escritor
A literatura infantil
As lendas deste Brasil
Narradas com muito amor

Lá nos Estados Unidos
Por quatro anos ficou
Como adido comercial
Pro Brasil depois voltou
Lutou por interesses Nacionais
Contra explorações naturais
E isso lhe prejudicou

Por defender seu pais
Pegou seis meses de prisão
Durante o Governo de Getúlio
Ocorreu o fato então
Mas eles nunca conseguiram
E por muito insistiram
Mas não mudaram sua opinião

Quer conhecer sua obra?
Então vá logo pesquisar
Procure em Bibliotecas
Para melhor se informar
Um grande acervo de fato
Deixou Monteiro Lobato
Que vale a pena estudar

Augusto Rodrigues Carvalho dos Anjos * 1884 + 1914
Em Engenho Pau D’arco ele nasceu
No estado paraibano
Até os vinte e quatro anos viveu
Formou-se também em direito
E não sei por que o sujeito
A função nunca exerceu


Foi diretor de grupo escolar
Em Leopoldina, Minas Gerais
Lá morreu aos trinta anos
Se foi tão cedo demais
Debilitado e tuberculoso
Esse poeta talentoso
De relatos especiais

Vou encerrando por aqui
Espero que esta leitura
Tenha para ti servido
Como fonte de cultura
Em cordel aqui narrei
Com respeito homenageei
Os MESTRES DA LITERATURA

Num futuro próximo eu
Darei continuidade
Falarei de Manoel Bandeira
De Carlos Drummond de Andrade
Murilo Monteiro Mendes
Eu sei que tu compreendes
Meu verso de pura verdade



Caminhando na pesquisa
Avancei no conhecimento
Repasso no meu versar
Luta sonho e pensamento
Orgulho-me em ser poeta
Sou feliz neste momento

Sou um brasileiro nato
Inspirado na poesia
Lutando, sobrevivendo
Valorizando e conhecendo
A fonte da minha alegria

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O QUE É A POESIA?


quarta-feira, 5 de outubro de 2011





O QUE É A POESIA? CARLOS SILVA / EDVALDO ROSA
O QUE É A POESIA?




Autor: Carlos Silva

A poesia é o modo mais sagrado e mais estranho de achegar-se a Deus.
É a gota d'agua viva, necessária pro viver.
É o rejuvenescer da floresta numa manhã de outono, é deixar se banhar, pelos filetes de raios de sol teimosos por entre as folhas, caídas onde o verso ampara e sustenta o sopro suave da brisa do pensamento.
È tentar traduzir-se, numa imersão d'alma.
A poesia é essa incompreensão onde todos dizem algo, mas ninguém é capaz de discernir o que realmente é a poesia, pois o sentir do viver é por si só uma grata poesia.
É um resto de mim, em vários pedaços de Eus, tácitos, confusos, alertas, despertos, nuns ajuntados de mins.É o invento da filologia, que nem Freud, Newton ou Shakespeare, seriam capazes de nutrir as mentes "perguntantes" pois nem mesmo eles, poderiam explicitamente dizer, o que é a poesia.
È um fardo leve, nos pesados caprichos das palavras soltas, que prendem a atenção de quem pratica a poesia.
Tentem compreender um poeta, e juntem-se ás filas dos que almejam uma vaga nos manicômios.

Carlos Silva - Um resto de toco queimado, um taco de verso emanado, um vate num verso narrado, um escrevedor misturante das palavras, um filólogo amatutado, formado na escola da vida, diplomado nas esquinas, entre putas, bêbados e loucos boêmios a ávidos por viver a bendita poesia.




O QUE É A POESIA?

Edvaldo Rosa


A poesia é uma busca da alma em expressar-se, usando da melhor forma os materiais que tem a mão, as palavras, para este fim... Usa as palavras em construções elaboradas e em construções despretensiosas buscando fazer-se entender...
A poesia assim ultrapassa as barreiras conceituais inerentes da palavra escrita, buscando definir e descrever, entre outros fins, o que apreende da vida, através da decantação de seus sentidos... É um esforço humano de expressar o que lhe toca a sensibilidade da alma! E suas inquietações...
A poesia ao mesmo tempo em que denota uma realidade palpável, assume inúmeras conotações diante de um leitor atento, ativo. Pois, a sua própria vivência soma-se á poesia lida, fazendo com que ela já não seja a mesma, em significado, de quando foi elaborada!
Um poeta é um artesão que escolhe certas palavras em detrimento de outras para o fim de construir a sua poesia... E assim, cria “uma tapeçaria” com textura, matizes, própria e inerente aquele momento de sua elaboração... Mas um poeta tem controle absoluto sobre a sua criação? A poesia não assume novos aspectos consoantes a cada um de seus novos leitores ativos?
A poesia é quase sempre, uma tentativa de se ver o mundo sob outra ótica; aquela que enxerga um algo a mais em tudo!
Ela tem em si vários elementos que concorrem para a sua elaboração; sentimentos, necessidades, elementos oriundos do meio em que o poeta vive; culturais, sociais, dos quais faz um apanhado, uma síntese... Ou ainda é uma abstração, um produto do imaginário...
Seja como for, a poesia transcende a própria natureza que lhe deu forma!
Ainda mais, quando pensamos que ler é fazer uma colheita misteriosamente prazerosa!
E para acirrar esta conversa sobre o poeta e a poesia, transcrevo uma citação que a muito me intriga: “O poeta usa as palavras para definir, descrever e expressar um universo para o qual as palavras não foram feitas.” De Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba.
Se o poeta usa de meios inadequados para fazer-se entender, quanto ao que sente, quanto ao que vê, o faz da mesma forma que todos os homens desde a Gênese, tateia inconscientemente, com sentidos inaptos a própria consciência de Deus!

Edvaldo Rosa, poeta da cidade de São Paulo quase sempre cinzenta, nem sempre fria, nem acalorada... Que busca na poesia um modo a mais de olhar a própria vida, e o que esta realidade citadina, faz com ela!

Sobre os autores citados nestes comentários:

Carlos Silva – Poeta, Repentista, Cantor
www.aloartista.com
www.traquejo.com.br
Poetas Del Mundo
www.becodospoetas.com.br

Email para contato: carlossilvampb@yahoo.com.br

Edvaldo Rosa – Poeta, escritor
www.sacpaixao.net
http://edvaldorosa.blogspot.com
http://www.recantodasletras.com.br/autores/edvaldo
www.becodospoetas.com.br

Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba
Organizador da Oficina Literária de André Carneiro
Contato: prof.musta@gmail.com

“MINHA LEMBRANÇA DE VIDA, RETRATADA EM MINHA LEMBRANÇA ESCOLAR”




Raimundo, Celia e Carlos.
Dedico aos meus irmãos: José Raimundo da Silva e Maria Célia da Silva Monteiro Foto em 1971

“Três vidas divididas em muitos sonhos”
Três vidas, três destinos três incertezas de sobrevivências em terras e casas alheias.
Mais de três momentos carregados de tantas dúvidas e lágrimas secas solitárias arrastadas pelos ventos das incógnitas que nos cobriam os pequenos olhares.
Órfãos de Mãe viva, e de pai na estrada na boleia de um caminhão lutando para o sustento das três vidas, e outras tantas.
Gritos roucos chamando mãe, mas esta, pela distancia, não nos escutava e jamais poderia atender aos apelos de filho no chamamento sofrido do carinho, ora tão sonhado. Não mais acalantos, palavras doces “hoje” divididas no amargo da vida.
Quem vem lá? É a saudade em choro repartido em três dissonâncias de sentimentos de perda e solidão.
Noites compridas frias e tristes. Dias arrastados pela dor da inocência de não saber o que estava acontecendo. Porque os olhares são tão hostis? Qual o motivo da minha culpa desculpada pelos olhares das pessoas a nos encarar?
Vidas negadas de afeto materno visceral, uterino, placentioso. Hoje o choro é a nossa melhor companheira e os nossos sonhos são as vontades de abraçar mamãe, minha mãe ou mainha, que todos aqui tinham e nós... Não.
O destino roubara-nos o direito do afeto materno real, e o olhar triste até então, estende-se como marca para que jamais esqueçamos a dor da perda em lágrimas secas deitadas na terra quente da angustiante separação de corpos, almas e vidas em sonhos tantos.

Raimundo (51 anos)– Residente em Feira de Santana já é avô tem três filhos
Célia (49 anos) – Reside em Santo André SP tem dois filhos
Carlos Silva (48 anos) – Reside ora aqui, ora acolá, se desfaz das lembranças em poemas versos e canções executadas em tantos tablados desse chão chamado Brasil. Tem cinco filhos.
“Hoje, onde pousam os meus pés, repousam os meus sonhos”.
Itamira- Ba 10 de Outubro